"... Dias inteiros de calmaria, noites de ardentia, dedos no leme e olhos no horizonte, descobri a alegria de transformar distâncias em tempo. Um tempo em que aprendi a entender as coisas do mar, a conversar com as grandes ondas e não discutir com o mau tempo. A transformar o medo em respeito, o respeito em confiança. Descobri como é bom chegar quando se tem paciência. E para se chegar, onde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. É preciso, antes de mais nada querer."
"Já ancorado na Antártida, ouvi ruidos que pareciam fritura. Pensei : "será q até aqui existem chineses fritando pastéis?"
Eram cristais de aguás doce congelada que faziam aquele som quando entravam em contato com a agua salgada. O efeito visual era belíssimo. Pensei em fotografar, mas falei para mim mesmo : "Calma, você terá muito tempo para isso..."
Nos 367 dias q se seguiram, o fenomeno não se repetiu.
Alguma oportunidades são unicas."
“[...] O homem precisa viajar por sua conta, e não por meio de histórias, imagens, livros ou TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, pretender o que é seu, pra um dia plantar suas próprias árvores e se dares valor.
Conhecer o frio, para desfrutar do calor, e o oposto, sentir a distância, o desabrigo para estar bem sobre o próprio teto.
O homem precisa viajar pra lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos, e não simplesmente como é.
Que nos fazes professores e doutores do que não vimos quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver [...]”
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